O Edifício Joelma é consumido pelo fogo em 1974

Incêndios trágicos vira e mexe estão nos noticiários. No instante em que escrevo está postagem um prédio arde em chamas no centro de São Paulo. As autoridades sempre garantem que as coisas serão diferentes a partir de cada uma deles, que nunca mais, vidas serão interrompidas brutalmente pela avidez do lucro fácil, que as normas construtivas serão cumpridas e rigidamente verificadas antes da liberação de qualquer obra, seja ela uma simples ou uma mega casa de espetáculos, uma loja ou um grande shopping center.
Os dias passam, se tornam semanas, meses e anos e aí como um pesadelo tudo volta a acontecer, deixando novamente o país em estado de choque e mais uma vez de luto.
Quantos mais deverão ter suas vidas interrompidas para que aprendamos a lição?

Vejam as imagens chocantes do incêndio que consumiu o Edifício Joelma, localizado na Praça da Bandeira na cidade de São Paulo, no dia 1 de Fevereiro de 1974.
Era 8:54 da manhã de uma sexta-feira, quando um curto-circuito em um aparelho de ar condicionado no 12° andar deu início ao incêndio que rapidamente se espalhou pelos demais pavimentos, todos eles repletos de materiais altamente inflamáveis.
Neste incêndio várias pessoas foram salvas pela insistência de Joel Correia e a colaboração da Rádio Jovem Pan, conforme reportagem da revista Veja de 6 de fevereiro de 1974.

“Alguns tiveram oportunidade para feitos menos anônimos. Instalado no 31º andar do Edifício Conde Prates, numa das extremidades do histórico Viaduto do Chá, Joel Correia passou a tarde vasculhando os andares do Joelma com seu potente telescópio. E assim, com a Rádio Jovem Pan de intermediária, insistiu com o comando dos bombeiros em que havia pessoas vivas no prédio, à espera de socorro mesmo quando o fogo já estava completamente dominado e os pilotos dos helicópteros não viam mais ninguém para resgatar.

À noite, em sua última entrevista a repórteres de rádio, o capitão Hélio Caldas, comandante do Serviço de Salvamento do Corpo de Bombeiros, reconheceu o mérito de sua insistência: “As informações do senhor Correia foram valiosíssimas. Realmente as pessoas estavam lá e estavam vivas. Foram resgatadas”.

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